sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pólis do Cerrado


Finalmente consegui montar meu blog, do jeitinho que queria. Há tempos vinha apanhando dos sites para criação de blog, nunca encontrava uma formatação que me agradasse. Mas agora que criei um com a minha cara, posso divulgar e também me apresentar.
Prazer, me chamo Juliana. Assinatura: Ju Santana. Sou mais uma carioca perdida em Brasília. O meu é o terceiro blog que conheço que nasceu como uma tentativa de ser um espaço de desabafo/relato sobre as vivências na capital, por um olhar “de fora”. O olhar de quem veio de longe, muitas vezes involuntariamente. No meu caso, a vinda não foi planejada, mas bem aceita. Como boa parte dos que aqui estão, o motivo: passei num concurso, e cá estou, já há quase um ano.
Costumo dizer que Brasília é uma cidade com um jeito diferente de ser cidade. Onde a ausência de multidões prepondera, exceto na rodoviária, considerada por muitos – e com razão, no meu ponto de vista – a visão do inferno. Se a pólis surgiu como um espaço para acolher os cidadãos, esta “pólis do cerrado”, pela própria forma como foi planejada, desfavorece a interação. Brasília, o lugar dos “não-lugares”.
Mas também onde o céu parece mais perto. Onde a diversidade provoca a vida a sempre teimar em transbordar, a cada não-esquina, a cada amplidão de espaços, a cada rachar de peles e lábios por conta da secura.
O primeiro texto postado, aliás, é fruto de uma dessas inspirações que emergem quando a gente permite ao coração abraçar o momento, onde quer que se esteja. Afinal, como bem me lembrou uma frase avistada num pedacinho de madeira perdido logo quando cheguei aqui, “you’re never lost when you don’t care where you are.”

Um comentário:

Frutosdaalma disse...

Uhuuuuu, Ju!! Gostei muito de sua descriçao de Brasoca. E vou fazer uso da frase da madeira, posso?
Beijos! Karencita