
Olha o menino na laje, à toa
Meus quereres distrai
Seu olhar me enfeitiça e voa
onde o tempo não vai
Doura a pele no sol que invade
o caos dos seus temporais
Guarda um quê de saudade e arde
o beijo que o tempo não traz
o beijo que o tempo não traz
Olha o menino na laje, à toa
meus quereres atrai
Seu olhar me cruzou pelas ruas
me guardou onde vai
Segue ao encontro da lua, acende
a luz nos meus temporais
Sem dizer algo mais me rende
no beijo que o tempo me traz
no beijo que o tempo me traz
no beijo que o tempo nos traz
no beijo que o tempo nos traz
*Inspirada em alguém que, por acaso ou destino, cruzou o meu caminho pelas ruas de Santa Tereza, e me inspira a parar de buscar, e apenas ser.
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